Categorias
Reforma Tributária

Guia da Reforma Tributária: IBS, CBS e Impactos Setoriais

A Reforma Tributária Brasileira, consolidada pela Emenda Constitucional (EC) nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar (LC) 214/2025, representa a maior transformação no sistema fiscal do país em décadas. Focada na simplificação da tributação sobre o consumo, essa mudança estrutural visa corrigir distorções históricas e impulsionar a eficiência da economia nacional.

Neste artigo, vamos detalhar as principais mudanças, como o novo sistema de IVA Dual, o Imposto Seletivo, as alíquotas projetadas, o mecanismo de cashback e os impactos específicos para diferentes setores da economia.

O Novo Sistema Tributário: IVA Dual e Imposto Seletivo

O cerne da reforma é a substituição de cinco tributos complexos (PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS) por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual e um Imposto Seletivo.

IVA Dual: IBS e CBS

O sistema de IVA Dual é composto por dois novos tributos:

  1. Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): De competência federal, unifica e substitui o PIS e a COFINS.

  2. Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): De competência compartilhada entre estados e municípios, substitui o ICMS e o ISS.

Esse novo modelo baseia-se em princípios fundamentais para modernizar a arrecadação:

  • Não Cumulatividade Plena: Garante às empresas o direito de creditar integralmente os tributos pagos nas etapas anteriores da cadeia produtiva. Isso elimina o efeito cascata, um antigo gargalo para a competitividade industrial.

  • Princípio do Destino: A cobrança do imposto passa a ocorrer no local onde o bem ou serviço é consumido, visando acabar com a “guerra fiscal” entre os estados.

  • Transparência: O objetivo é que o consumidor saiba exatamente quanto paga de imposto em cada compra, com regras nacionais uniformes.

Imposto Seletivo (IS)

Além do IVA Dual, foi criado o Imposto Seletivo (IS). Com caráter extrafiscal, seu objetivo é desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e açucaradas, veículos poluentes e bens minerais. O IS incidirá sobre a produção, comercialização ou importação desses itens.

Alíquotas e Progressividade: O Desafio da Calibragem

A definição da alíquota padrão do IVA Dual é um dos pontos mais complexos da reforma. O compromisso é manter a carga tributária total sobre o consumo no nível atual, sem aumento para os contribuintes em geral.

Estudos preliminares indicam que a alíquota padrão nacional (somando IBS e CBS) pode ficar entre 25% e 35%. Essa alíquota será calibrada anualmente pelo Senado Federal e tende a ser mais alta para compensar as diversas exceções e regimes favorecidos mantidos, como o Simples Nacional e a Zona Franca de Manaus.

Cashback e Justiça Social

Para tornar o sistema mais justo e progressivo, a reforma introduziu o mecanismo de cashback. Trata-se da devolução de parte dos impostos pagos por famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

A LC 214/2025 definiu que haverá devolução de:

  • 100% da CBS e no mínimo 20% do IBS para contas de luz, água, gás e telecomunicações.

  • 20% da CBS e do IBS para os demais produtos e serviços, podendo haver aumento da parcela do IBS por estados e municípios.

Impactos Setoriais da Reforma Tributária

As mudanças afetarão os setores da economia de maneiras distintas, criando cenários de desafios e oportunidades.

1. Serviços e Tecnologia: Desafios à Vista

O setor de serviços, por ser intensivo em mão de obra, pode enfrentar um aumento na carga tributária líquida.

  • Alíquotas Maiores: A alíquota projetada do IVA (25%-35%) é consideravelmente superior às atuais do ISS (2%-5%).

  • Créditos Limitados: Como a folha de pagamento não gera créditos de IBS e CBS, a capacidade de abater o imposto a pagar é reduzida. Isso pode levar ao repasse de custos para o consumidor final em serviços como streaming e softwares.

  • Ponto Positivo: Para o setor de tecnologia, a reforma traz um avanço importante ao padronizar a tributação de softwares e serviços digitais, eliminando a antiga insegurança jurídica entre a incidência de ISS ou ICMS.

2. Indústria: Ganho de Competitividade

A indústria deve ser um dos principais beneficiados pela reforma.

  • Fim do Efeito Cascata: A não cumulatividade plena do IVA Dual permite o aproveitamento integral de créditos, desonerando a cadeia produtiva.

  • Alívio na Carga: A limitação da alíquota máxima do novo sistema pode representar uma redução em relação à carga tributária média atual do setor, que gira em torno de 30% do faturamento.

3. Agronegócio: Regimes Especiais Garantidos

O agronegócio e os produtores rurais conquistaram tratamentos diferenciados essenciais para sua competitividade, conforme analisado em nota técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) (Link externo para fonte de autoridade).

  • Alíquotas Reduzidas: Insumos agropecuários e produtos in natura terão 60% de desconto na alíquota padrão. Itens da cesta básica nacional, além de frutas, ovos e hortícolas, terão alíquota zero.

  • Produtor Rural (Pessoa Física ou Jurídica): Quem fatura até R$ 3,6 milhões por ano será considerado “não contribuinte” do IBS/CBS, mas poderá gerar um crédito presumido para seus compradores, mantendo-se competitivo no mercado.

Outros Regimes Específicos

A reforma também prevê regras próprias para setores como combustíveis (cobrança monofásica), sistema financeiro, planos de saúde, profissionais liberais (redução de 30% na alíquota) e exportações (que serão totalmente desoneradas).

Período de Transição e Desafios Futuros

A implementação total do novo sistema ocorrerá apenas em 2033, após um longo período de transição que se inicia em 2026.

  • 2026: Início com alíquotas de teste (0,9% CBS e 0,1% IBS).

  • 2027: Extinção do PIS e COFINS; alíquota do IPI zerada.

  • 2029-2032: Transição gradual do ICMS e ISS para o IBS.

  • 2033: Vigência plena do novo modelo.

Um dos principais desafios será a gestão dos créditos tributários acumulados do sistema antigo (PIS, COFINS, ICMS). Embora a lei garanta seu uso para abater os novos impostos até 2032, a regulamentação detalhada sobre a forma e o prazo dessa conversão ainda gera incertezas para as empresas, exigindo um planejamento tributário cuidadoso.

A Reforma Tributária é um passo fundamental para a modernização da economia brasileira. Apesar dos desafios da transição e da complexidade na calibragem das alíquotas, espera-se que ela traga ganhos de produtividade e eficiência a longo prazo.

Para entender mais sobre como sua empresa pode se preparar para essas mudanças, confira nossos artigos sobre Planejamento Tributário Estratégico e Impactos da Reforma para Pequenas Empresas

Categorias
Reforma Tributária

Reforma Tributária no Agronegócio: Alívio ou Nova Burocracia para o Produtor Rural?

Olá, produtores e parceiros do agronegócio.

Como CEO da JCK Consultoria, tenho acompanhado intensamente os desdobramentos da Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023). De fato, ela promete reconfigurar a economia brasileira.

Muito se fala sobre a indústria e os serviços. No entanto, o impacto no campo possui particularidades cruciais. O agro é o motor do nosso PIB e, felizmente, o texto final da reforma reconheceu essa importância através de regimes específicos.

A regulamentação avança, especialmente com a análise de documentos como a nota técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Hoje, vamos analisar o que muda da porteira para dentro e para fora.

1. O Fim da “Sopa de Letrinhas” Fiscal

Primeiramente, precisamos entender a base da mudança. O Brasil vai adotar um sistema de IVA Dual.

Ou seja, cinco tributos complexos (PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS) serão substituídos por apenas dois: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal).

O objetivo central é a não cumulatividade plena. Em outras palavras, tudo o que você paga de imposto na compra de insumos (máquinas, sementes, defensivos) deve virar crédito para abater na venda da safra. Teoricamente, isso elimina a tributação em cascata que encarece a produção.

2. As Vitórias do Agro: Regimes Diferenciados

O agronegócio não será tributado como um banco ou uma indústria de sapatos. Certamente, essa foi uma grande batalha do setor. O texto aprovado garante tratamentos favorecidos essenciais para a competitividade no campo.

Por exemplo, haverá um desconto de 60% na alíquota padrão do IVA para insumos agropecuários e produtos in natura.

Além disso, a reforma prevê alíquota zero para os itens da cesta básica nacional. Portanto, isso protege o consumidor final e garante o escoamento da produção de alimentos essenciais sem carga tributária excessiva.

3. Atenção ao Pequeno e Médio Produtor (Até R$ 3,6 Milhões)

Aqui reside um ponto de atenção estratégica. Se você é um produtor rural (pessoa física ou jurídica) com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, a regra muda.

Você será considerado “não contribuinte” do IBS e da CBS. Contudo, isso poderia gerar um problema: quem comprasse sua produção não teria crédito tributário. Isso te tornaria menos competitivo frente aos grandes fornecedores.

Felizmente, a regulamentação prevê uma solução. Esses produtores poderão gerar um crédito presumido para seus adquirentes. Assim, a competitividade do pequeno e médio produtor é mantida na cadeia de fornecimento.

4. O Longo Caminho da Transição (2026-2033)

Nem tudo são flores. A implementação será lenta e gradual, começando em 2026 e terminando apenas em 2033.

Durante esse período, teremos a convivência dos sistemas antigo e novo. Consequentemente, a complexidade burocrática vai aumentar temporariamente antes de melhorar.

Outro ponto crítico é a gestão dos créditos acumulados de ICMS e PIS/COFINS do sistema atual. A lei garante o uso desses créditos para abater os novos impostos até 2032. Todavia, a forma exata dessa conversão ainda gera incertezas e exige um planejamento tributário rigoroso agora.

Conclusão

A Reforma Tributária traz avanços inegáveis para o agronegócio, simplificando regras e reduzindo a carga sobre a produção de alimentos. Porém, o diabo mora nos detalhes da regulamentação.

Não espere 2033 chegar para organizar a casa. Afinal, quem se antecipa, colhe melhores resultados.

Aqui na JCK Consultoria, entendemos do campo e dos negócios. Estamos prontos para ajudar sua produção a atravessar essa transição com segurança.

Quer entender como a sua fazenda ou agroindústria será impactada?

Fale com nossos especialistas em agronegócio.

Um abraço,

José Caetano CEO | JCK Consultoria

Categorias
Reforma Tributária

Reforma Tributária no Setor de TI: O Fim da Insegurança Jurídica ou o Início de um Novo Pesadelo de Custos?

Reforma Tributária no Setor de TI : O Fim da Insegurança Jurídica ou o Início de um Novo Pesadelo de Custos?

Olá, parceiros e empreendedores.

Como CEO da JCK Consultoria, tenho acompanhado de perto as movimentações de Brasília. Certamente, a Reforma Tributária é o tema que mais tem tirado o sono dos gestores do setor de tecnologia.

Fala-se muito em simplificação. No entanto, quando colocamos a lupa sobre o impacto real para softwares, SaaS e provedores de internet, o cenário exige cautela extrema.

A transição do antigo sistema para o novo modelo de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) vai mudar tudo. De fato, ela alterará radicalmente a forma como precificamos e vendemos tecnologia no Brasil.

Hoje, quero traduzir o “juridiquês” para a nossa língua: a dos negócios. O que realmente vai acontecer com o seu caixa?

1. O Fim da “Guerra” entre Software de Prateleira e Encomenda

Primeiramente, vamos começar pela boa notícia. Uma das maiores dores de cabeça do nosso setor sempre foi a insegurança jurídica: “Meu software paga ISS ou ICMS?”. Nós já discutimos essa complexidade em outros artigos do nosso blog.

A Reforma promete acabar com essa distinção. A padronização da tributação sobre softwares e serviços digitais trará uma previsibilidade muito desejada.

Contudo, essa clareza tem um preço. E ele pode ser alto para muitas empresas.

2. O Aumento da Carga Tributária é Real

Além disso, não podemos ignorar a matemática. Atualmente, muitas empresas de tecnologia operam com alíquotas de ISS baixas, entre 2% e 5%.

Com a implementação do IBS e da CBS, o cenário muda. A alíquota média projetada gira em torno de 25% a 28%, conforme apontam diversas análises de veículos econômicos renomados (com especulações de até 31,5%).

Para empresas no Lucro Presumido, por exemplo, o salto na carga tributária pode ser brutal. Se antes falávamos em uma carga total gerenciável, agora podemos ver um aumento de 10% a 15% nos custos fiscais diretos.

Consequentemente, isso impacta diretamente a margem de lucro, os dividendos e a capacidade de reinvestimento do negócio.

3. O “Calcanhar de Aquiles”: Créditos e Mão de Obra

Por outro lado, aqui reside o ponto mais crítico. O novo sistema é “não cumulativo”. Ou seja, você paga imposto sobre o valor agregado e desconta o que pagou nos insumos.

Onde está o problema? O principal “insumo” de TI é gente: desenvolvedores, analistas, engenheiros. E, infelizmente, a folha de pagamento não gera crédito tributário no novo modelo.

Indústrias que compram matéria-prima terão muitos créditos. Nós, que dependemos de mão de obra, teremos uma capacidade de abatimento limitada. Portanto, isso resultará em uma tributação efetiva muito maior.

4. O Desafio para o B2B e o Simples Nacional

Nesse sentido, atenção redobrada se sua empresa de TI atende outras empresas (B2B) e está no Simples Nacional.

Seus clientes maiores estarão no regime normal. Logo, eles vão querer créditos tributários cheios. Se o Simples não gerar esse crédito para eles, você perde competitividade.

Muitos negócios terão que decidir. Vale a pena continuar no Simples e perder atratividade? Ou migrar de regime com um bom planejamento tributário para manter contratos?

5. O Que a JCK Consultoria Recomenda?

Então, não é hora de pânico, é hora de estratégia. Esperar a lei entrar em vigor é a receita para o prejuízo. Por isso, baseados em nossa experiência, elencamos quatro pilares de ação imediata:

  1. Revisão Contratual Urgente: O fato gerador do imposto mudou. Assim sendo, contratos de licenciamento e SaaS precisam ser reescritos para evitar bitributação.

  2. Cuidado com o “Rateio”: Compartilha despesas entre empresas do grupo? Cuidado. A reforma pode tributar esses repasses se não estiverem bem estruturados.

  3. Reprecificação Inteligente: O custo vai subir. Dessa forma, é preciso modelagem financeira para achar o ponto de equilíbrio.

  4. Recuperação de Créditos Agora: Antes que o sistema mude, faça uma varredura no passado. Nossa equipe de Recuperação de Créditos pode levantar valores pagos a maior para gerar caixa na transição.

Conclusão

Em suma, a Reforma Tributária vai separar o mercado de tecnologia em dois grupos: os que reclamam e os que se reorganizam para lucrar.

Aqui na JCK Consultoria, não olhamos apenas para a guia de imposto. Nós olhamos para o seu negócio como um todo. Finalmente, estamos prontos para ajudar sua empresa a navegar por essa tempestade.

Sua empresa está preparada para o novo cenário fiscal? Agende uma conversa com nosso time. Vamos blindar sua operação e garantir competitividade.

Um abraço,

José Caetano CEO | JCK Consultoria

Categorias
Contabilidade & Fiscal Estratégia B2B

7 KPIs Financeiros que Todo Gestor B2B Deve Acompanhar

7 KPIs Financeiros que Todo Gestor B2B Deve Acompanhar

Em empresas B2B (Business-to-Business), o ciclo de vendas costuma ser mais longo e os valores de contrato mais altos. Por isso, a gestão financeira precisa ir além do simples “contas a pagar e a receber” e focar em métricas que reflitam a saúde de longo prazo, a eficiência da operação e o retorno sobre o investimento (ROI) em aquisição de clientes.

A JCK Consultoria listou os 7 Key Performance Indicators (KPIs) financeiros essenciais que todo gestor B2B deve acompanhar para tomar decisões estratégicas e otimizar a lucratividade.


KPIs de Rentabilidade e Lucro

1. Margem de Contribuição (MC)

A MC indica quanto de dinheiro cada venda gera para cobrir os custos fixos e, posteriormente, gerar lucro.

  • Por que é crucial para B2B: Ajuda a definir o preço mínimo de venda e a identificar quais produtos ou serviços (linhas de receita) são, de fato, rentáveis após descontar os custos variáveis diretos (impostos, comissões, insumos).

  • Fórmula: $MC = Receita de Vendas – Custos Variáveis$

2. EBITDA (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização)

É o indicador mais claro da saúde operacional da sua empresa. Ele mostra a capacidade de gerar caixa puramente com a operação principal.

  • Por que é crucial para B2B: Permite comparar a performance da sua empresa com concorrentes do setor, independentemente de fatores externos (como endividamento ou regime tributário). É a métrica favorita de investidores.


KPIs de Eficiência e Ciclo

3. Ciclo de Conversão de Caixa (CCC)

Mede o tempo que o dinheiro leva para sair do seu bolso (pagamento a fornecedores) e retornar, após a venda, em forma de caixa.

  • Por que é crucial para B2B: Contratos B2B costumam ter longos prazos de recebimento. Um CCC alto significa que a empresa precisa de mais capital de giro para operar. O objetivo é sempre reduzir o CCC.

  • Fórmula (Simplificada): $Prazo Médio de Recebimento + Prazo Médio de Estocagem – Prazo Médio de Pagamento$

4. Necessidade de Capital de Giro (NCG)

É o recurso mínimo que a empresa precisa ter disponível para financiar as operações no dia a dia, ou seja, cobrir a diferença entre o prazo de pagamento e o de recebimento (o que o CCC mede).

  • Por que é crucial para B2B: Um B2B com NCG crescente pode estar em risco, mesmo que esteja vendendo muito. Indica que o crescimento está sendo financiado por dívida ou que os recebíveis estão demorando demais.


KPIs de Clientes (Unificando Vendas e Finanças)

5. Custo de Aquisição de Cliente (CAC)

Mede o quanto a empresa gasta, em média, para conquistar um novo cliente. Inclui salários de vendas, marketing, ferramentas, etc., divididos pelo número de novos clientes no período.

  • Por que é crucial para B2B: Como os contratos B2B são de alto valor, o CAC costuma ser alto. O gestor deve acompanhar se o investimento em vendas e marketing está sendo eficiente.

6. Lifetime Value (LTV)

Mede o valor total que um cliente gera para a empresa durante todo o período em que ele é um cliente pagante.

  • Por que é crucial para B2B: Um LTV alto indica que a empresa tem uma excelente retenção. É o contraponto essencial do CAC. O ideal é que o LTV seja pelo menos 3 a 5 vezes maior que o CAC (LTV/CAC > 3:1). Se for menor, a estratégia de vendas ou a precificação está errada.

7. Churn Rate (Taxa de Cancelamento)

Para empresas B2B de serviços recorrentes (SaaS, consultoria contínua), o Churn mede a porcentagem de clientes que cancelam ou deixam de renovar o contrato em um dado período.

  • Por que é crucial para B2B: O Churn é o inimigo silencioso do crescimento. Uma alta taxa de cancelamento significa que todo o esforço de aquisição (alto CAC) está sendo jogado fora. O financeiro precisa ter este número sempre na mira.


📊 Transforme Dados em Ação com a JCK Consultoria

Acompanhar esses KPIs exige mais do que planilhas; exige uma gestão financeira e contábil integrada e transparente. Você precisa de processos que garantam a correta separação de custos, o registro adequado de despesas e a projeção de cenários.

A JCK Consultoria pode ajudar sua gestão B2B a:

  • Estruturar o DRE Gerencial com a clareza necessária para calcular estes KPIs.

  • Implementar a rotina de BPO Financeiro para garantir que os dados de base sejam 100% confiáveis.

  • Realizar a Análise de Performance para identificar onde sua empresa deve cortar custos e onde deve investir.

Não gerencie sua empresa no escuro. Fale conosco e comece a tomar decisões baseadas na inteligência dos seus KPIs.

Categorias
Compliance & Risco

A Importância do Compliance Fiscal na Era Digital (SPED, EFD-Reinf)

A Importância do Compliance Fiscal na Era Digital (SPED, EFD-Reinf)

A era digital transformou a relação entre o Fisco e as empresas no Brasil. Longe ficaram os tempos da fiscalização baseada em papel e amostragem. Hoje, a Receita Federal e os fiscos estaduais/municipais têm acesso a praticamente todos os dados de uma empresa em tempo real, graças ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) e seus módulos, como a EFD-Reinf.

Neste cenário, o Compliance Fiscal deixou de ser um diferencial e se tornou uma condição de sobrevivência. Para a JCK Consultoria, a proatividade e a transparência são essenciais para navegar neste ambiente de alta fiscalização.


 

O Que Mudou: O Fim do “Achismo” Fiscal

 

O SPED não é apenas uma obrigação de entrega; é um sistema que permite o cruzamento automatizado de informações entre diferentes declarações e diferentes empresas (clientes, fornecedores e concorrentes).

 

1. SPED: O Big Data do Fisco

 

O SPED engloba diversos módulos (EFD Contribuições, ECF, EFD ICMS/IPI) que digitalizaram toda a escrituração contábil e fiscal do país. Isso significa:

  • Detecção de Inconsistências: O sistema cruza as notas fiscais emitidas (NF-e) com os registros de entrada e saída. Se o valor de uma venda declarada por sua empresa não for o mesmo da compra declarada pelo seu cliente, o risco de ser notificado é altíssimo.

  • Fiscalização Eletrônica: O Fisco monitora e identifica automaticamente os desvios, emitindo notificações e autuações digitais antes mesmo de um fiscal humano analisar o caso.

 

2. EFD-Reinf: O Cerco sobre Retenções e Serviços

 

A Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Informações sobre a Receita (EFD-Reinf) é um dos módulos mais críticos do SPED, especialmente para empresas de serviços e B2B.

  • Foco nas Retenções: A Reinf detalha as retenções de imposto de renda (IRRF), PIS, COFINS e CSLL sobre serviços tomados ou prestados, além de informações previdenciárias.

  • Cruzamento Imediato: A Reinf cruza informações diretamente com a DCTFWeb (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos). Qualquer divergência na retenção de impostos sobre serviços resulta em uma notificação imediata.

  • Risco de Dupla Punição: Se uma retenção não for declarada corretamente na Reinf, sua empresa pode ser multada pela omissão, e seu cliente pode ter problemas ao tentar abater o imposto que reteve.

 

A Importância Crítica do Compliance Fiscal

 

Compliance fiscal é o conjunto de regras e procedimentos internos para garantir que a empresa cumpra a legislação tributária de forma transparente, correta e pontual.

  1. Redução Drástica de Riscos: O Compliance atua na prevenção. Ao revisar e padronizar os processos internos (emissão de notas, apuração, retenções), a chance de erros que levam a multas é minimizada. Uma multa por falta de entrega ou entrega com erros pode ultrapassar R$ 1.500,00 por declaração.

  2. Eficiência e Otimização: Com processos compliant, a empresa ganha eficiência. A informação flui de forma organizada para a contabilidade, facilitando a apuração correta e, em muitos casos, identificando créditos tributários não aproveitados.

  3. Segurança e Governança: O Compliance fortalece a governança corporativa. Ele prova aos sócios e investidores que a gestão fiscal é sólida e que a empresa opera dentro da legalidade, protegendo o patrimônio do negócio.

  4. Tomada de Decisão: A base de dados fiscal correta é a base para o planejamento tributário. Você não pode simular corretamente a opção pelo Lucro Real ou Presumido sem ter a certeza da integridade dos dados (Passos anteriores).


 

Como a JCK Consultoria Garante seu Compliance

 

Em um ambiente digital, sua empresa precisa de parceiros que utilizem a tecnologia a seu favor.

  • Auditoria e Revisão: Realizamos uma varredura nas suas obrigações (SPED, Reinf, etc.) para identificar e corrigir inconsistências antes que o Fisco o faça.

  • Implementação de Processos: Criamos e implementamos rotinas de conferência e conciliação de dados, garantindo que o que é registrado no seu financeiro seja o mesmo que é reportado ao Fisco.

  • Transparência na Gestão: Nosso foco é garantir que você tenha clareza total sobre o seu passivo fiscal e que a informação esteja pronta para qualquer auditoria.

Proatividade é a Chave: Na era do SPED, a única maneira de evitar a fiscalização é garantir que a informação enviada esteja perfeita.


Seu Compliance Fiscal está à prova de fiscalização digital?

A JCK Consultoria oferece soluções completas para a gestão e Compliance Fiscal, garantindo que sua empresa atenda a todas as exigências do SPED e da EFD-Reinf com segurança.

Fale conosco e blinde seu negócio contra os riscos da era digital.

Categorias
Estratégia B2B Planejamento & Gestão Financeira Uncategorized

Lucro Real vs. Presumido: Qual o regime ideal para sua empresa B2B?

Lucro Real vs. Presumido: Qual o regime ideal para sua empresa B2B?

A escolha do regime tributário é, talvez, a decisão financeira mais crítica que uma empresa deve tomar anualmente. Ela impacta diretamente a carga fiscal, a margem de lucro e o fluxo de caixa do seu negócio. Para as empresas B2B (Business-to-Business), que vendem para outras empresas, essa escolha exige um olhar ainda mais estratégico.

Permanecer no regime errado pode significar pagar muito mais imposto do que o necessário. Na JCK Consultoria, defendemos que a escolha deve ser baseada em análise e projeção de dados, não em suposições.

Vamos entender as características do Lucro Presumido e do Lucro Real e como definir o caminho ideal para sua empresa.


 

🔹 1. Lucro Presumido: Simplicidade e Receita Fixa

 

O Lucro Presumido é frequentemente escolhido pela sua simplicidade.

 

Como Funciona:

 

  • Base de Cálculo: O governo presume qual é a sua margem de lucro com base na sua atividade (e não no lucro real apurado). Para a maioria dos serviços, a presunção é de 32% da receita bruta (para revenda de mercadorias, é 8%).

  • Tributos:

    • IRPJ e CSLL: Incidem sobre a base presumida.

    • PIS e COFINS: Calculados pelo regime cumulativo (sem direito a crédito na maioria dos casos) e com alíquotas baixas (0,65% e 3,0%, respectivamente).

  • Carga Fiscal Total Média: Varia, mas fica em torno de 13,33% a 16,33% sobre o faturamento (incluindo ISS, IRPJ e CSLL).

 

Ideal Para Empresas B2B que:

 

  1. Possuem margem de lucro superior à presunção do governo (acima de 32% para serviços).

  2. Têm poucos custos e despesas dedutíveis (mão de obra e insumos).

  3. Possuem faturamento anual até R$ 78 milhões.


 

🔸 2. Lucro Real: Precisão e Oportunidade de Crédito

 

O Lucro Real é o regime mais complexo em termos de apuração, mas oferece as maiores oportunidades de economia tributária.

 

Como Funciona:

 

  • Base de Cálculo: O IRPJ e a CSLL incidem sobre o lucro contábil efetivo (Receitas menos Custos e Despesas dedutíveis). Se houver prejuízo, não há imposto a pagar (IRPJ/CSLL).

  • Tributos:

    • IRPJ e CSLL: Incidem sobre o lucro efetivo.

    • PIS e COFINS: Calculados pelo regime não cumulativo (alíquotas maiores: 1,65% e 7,6%, respectivamente). Isso significa que a empresa tem direito a abater créditos sobre grande parte dos seus custos e despesas (energia, aluguel, depreciação, etc.).

 

Ideal Para Empresas B2B que:

 

  1. Possuem margem de lucro reduzida (igual ou inferior à presunção, ou seja, abaixo de 32% para serviços).

  2. Têm elevado volume de custos e despesas que geram crédito (principalmente PIS/COFINS).

  3. Apresentam a possibilidade de ter prejuízo em alguns períodos.

  4. Estão obrigadas a este regime (faturamento acima de R$ 78 milhões ou atividades específicas, como bancos).


 

📊 A Análise Estratégica: Onde está a sua Margem?

 

A decisão se resume a uma pergunta-chave: Qual será a sua margem de lucro real no próximo ano?

CenárioO que FazerJustificativa
Lucro Real < PresumidoOpte pelo Lucro RealSe o seu lucro efetivo for inferior ao lucro presumido (32%), você pagará IRPJ/CSLL sobre uma base menor.
Lucro Real > PresumidoOpte pelo Lucro PresumidoSe o seu lucro efetivo for superior ao lucro presumido (32%), você “presume” um lucro menor, pagando menos IRPJ/CSLL.

 

O Fator PIS/COFINS (Não Cumulatividade):

 

Para empresas B2B com elevados custos de aquisição (insumos, energia, aluguéis de bens utilizados na prestação do serviço), o Lucro Real pode ser ideal, mesmo com margens altas, devido ao benefício dos créditos de PIS/COFINS não cumulativos. Esse crédito pode anular o impacto do IRPJ/CSLL.

 

📝 A Necessidade de Simulação e Planejamento

 

A JCK Consultoria adota o princípio da transparência e da proatividade:

  1. Simulação: É essencial simular o DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) projetado para o próximo ano em ambos os regimes, considerando as alíquotas e o impacto dos créditos de PIS/COFINS.

  2. Transparência Contábil: A escolha do Lucro Real exige uma contabilidade rigorosa e transparente, com conciliação diária, para justificar cada dedução.

  3. Prazo: A escolha do regime é feita no primeiro recolhimento de impostos do ano (via de regra, em janeiro) e é irreversível para o ano todo.

Recomendação JCK: Nunca escolha um regime apenas pela “tradição” ou pela “facilidade”. Use o poder dos seus dados financeiros projetados para fazer uma escolha inteligente.


Sua empresa B2B está no regime tributário que maximiza seus lucros?

A JCK Consultoria está pronta para realizar o Diagnóstico Tributário e a Simulação de Cenários para identificar o regime ideal para 2026, garantindo a conformidade e a maior eficiência fiscal.

Entre em contato conosco para garantir que você não esteja perdendo dinheiro para o Leão.

Categorias
Estratégia B2B Planejamento & Gestão Financeira Uncategorized

Planejamento Orçamentário 2026: Por onde começar a garantir a saúde financeira do próximo ano?

🗓️ Planejamento Orçamentário 2026: Por onde começar a garantir a saúde financeira do próximo ano?

O final do ano se aproxima e, com ele, o momento crucial de traçar o mapa financeiro para o ciclo seguinte. O Planejamento Orçamentário não é apenas um exercício de números; é a ferramenta que transforma sua visão de futuro em metas financeiras tangíveis e controláveis.

Ignorar essa etapa é como viajar sem GPS: você pode chegar ao destino, mas a rota será incerta, cheia de desvios e com risco elevado de ficar sem combustível (capital de giro).

Para garantir que 2026 seja um ano de crescimento sólido e previsível, a JCK Consultoria preparou um guia sobre por onde começar seu Planejamento Orçamentário.


 

Passo 1: O Ponto de Partida – Análise Histórica e Realidade Atual

 

O futuro é construído sobre a base do passado. Antes de projetar 2026, você precisa entender o desempenho de 2025.

  • Revisão do Desempenho:

    • DRE Gerencial: Analise os resultados de 2025 (ou os últimos 12 meses) comparando o que foi realizado com o que foi orçado (se você já fazia um).

    • Identifique os Desvios: Por que as receitas ficaram abaixo ou acima da meta? Onde os custos e despesas fixas explodiram?

  • Aprenda com os Erros (e Acertos): Os desvios são os seus principais insights. Um erro de projeção em 2025 é uma informação valiosa para aprimorar a precisão em 2026.

  • Defina o Ponto de Equilíbrio: Calcule (ou recalcule) o valor mínimo de faturamento que sua empresa precisa ter para cobrir todos os custos e despesas e não ter prejuízo. Este será seu piso de segurança para a projeção.

 

Passo 2: Definição de Metas Estratégicas para 2026

 

O orçamento deve refletir a estratégia do negócio. Pergunte: Onde queremos estar no final de 2026?

  • Metas SMART: Defina metas de crescimento de forma Específica, Mensurável, Alcançável, Relevante e com Prazo definido.

    • Exemplo ruim: “Vender mais.”

    • Exemplo SMART: “Aumentar o faturamento em 15% até dezembro de 2026, por meio da expansão para o mercado B2B, investindo R$ 50.000,00 em marketing.”

  • Alinhamento de Áreas: Envolva os líderes de Vendas, Marketing e Operações. As metas de receita precisam ser realistas com a capacidade de produção/entrega da empresa. O orçamento de Marketing deve suportar a meta de Vendas.

 

Passo 3: Projeção de Receitas – O Teto do Orçamento

 

Seja realista, mas ambicioso, ao projetar o faturamento.

  • Método Híbrido: Use o histórico como base e aplique os fatores de correção:

    • Fatores Internos: Lançamento de novos produtos/serviços, aumento da equipe de vendas, reajuste de preços.

    • Fatores Externos: Projeção de inflação (IPCA), crescimento do PIB, taxa de juros (SELIC) e tendências do seu setor.

  • Projeção Mês a Mês: A receita deve ser distribuída ao longo dos 12 meses, considerando a sazonalidade do seu negócio. (Ex: o setor de serviços B2B tende a faturar menos em janeiro e dezembro).

 

Passo 4: Projeção de Despesas e Investimentos – O Chão do Orçamento

 

Aqui reside a maior oportunidade de controle. Divida as projeções em três categorias:

  1. Custos Variáveis (CV): Relacionados diretamente ao volume de vendas (ex: comissões, impostos sobre vendas). Projetar o CV é fácil, pois ele é uma porcentagem da Receita (Passo 3).

  2. Despesas Fixas (DF): Não variam com o volume de vendas (ex: aluguel, salários administrativos). Projete com base no valor atual de 2025, aplicando um reajuste (Ex: 5% de inflação ou reajuste de aluguel).

  3. Investimentos (CAPEX): Os gastos planejados para o crescimento (ex: compra de um novo servidor, reforma do escritório, software de gestão). Reserve verba para isso! Não deixe o investimento para “se sobrar dinheiro”.

 

Passo 5: O Orçamento Final e o Monitoramento

 

O documento final é um Demonstrativo de Resultados Projetado (DRE Projetado).

  • Crie Cenários: Tenha um cenário Pessimista (segurança), Realista (meta principal) e Otimista (alavancagem). Isso prepara a gestão para qualquer revés.

  • Fluxo de Caixa Projetado: Transforme o DRE em Fluxo de Caixa, ajustando o pagamento e recebimento de contas (competência x caixa). Isso garantirá que você nunca fique sem dinheiro para honrar os compromissos.

  • Monitoramento Mensal (Acompanhamento Orçamentário): A chave do sucesso. Mensalmente, compare o Realizado com o Projetado e tome medidas corretivas imediatamente.

Transparência JCK: O Planejamento Orçamentário é um processo cíclico. Não espere a perfeição no primeiro ano. O importante é começar e criar a cultura de gestão baseada em metas.


Sua empresa está preparada para transformar metas em realidade em 2026?

A JCK Consultoria é especialista em transformar dados históricos em orçamentos estratégicos e eficientes. Nossa metodologia garante a clareza, a transparência e a inteligência necessária para sua empresa ter um ano de crescimento sustentável.

Entre em contato e comece hoje mesmo a construir um 2026 previsível e lucrativo.

Categorias
Planejamento & Gestão Financeira

5 Sinais de que sua empresa precisa de um BPO Financeiro

5 Sinais de que sua empresa precisa de um BPO Financeiro

O crescimento de uma empresa é sempre motivo de celebração, mas frequentemente vem acompanhado de um aumento na complexidade das rotinas administrativas. Muitas vezes, o financeiro, que é o coração do negócio, acaba sendo negligenciado ou executado de forma ineficiente, gerando prejuízos silenciosos.

BPO (Business Process Outsourcing) Financeiro é a terceirização completa da gestão e execução das atividades financeiras da sua empresa para especialistas. É a chave para transformar um centro de custos em um centro de inteligência estratégica.

Se você está em dúvida sobre o momento de profissionalizar sua gestão, observe estes 5 sinais claros de que sua empresa se beneficiaria enormemente de um parceiro de BPO Financeiro:


1. 📈 Seu Fluxo de Caixa é uma “Caixa-Preta”

Você tem a sensação de que o dinheiro está sempre sumindo? O gestor não consegue ter uma visão clara e antecipada de quanto vai entrar e sair na próxima semana ou mês?

  • O Sinal: A conciliação bancária não é feita diariamente, as contas a pagar e a receber estão em planilhas desorganizadas, e a tomada de decisão é baseada no “achismo” ou no saldo do dia.

  • A Solução do BPO: Uma equipe especializada implementa a rotina de controle de fluxo de caixa rigorosa, com conciliação diária e relatórios gerenciais transparentes. Isso oferece previsibilidade e permite que você tome decisões com base em dados concretos, não em suposições.

2. ⏳ O Empreendedor “Apaga Incêndios” Financeiros

Se você, como dono ou gestor, passa mais tempo emitindo boletos, agendando pagamentos ou cobrando clientes do que pensando na estratégia central do seu negócio (core business), há um problema sério de foco.

  • O Sinal: As tarefas operacionais consomem seu tempo estratégico. A emissão de notas fiscais, a conferência de pagamentos e a gestão de documentos se tornaram seus principais cargos.

  • A Solução do BPO: O BPO assume toda a execução dessas tarefas rotineiras e repetitivas (contas a pagar/receber, faturamento). Isso libera até 40% do seu tempo para focar em vendas, inovação e no crescimento da sua empresa.

3. 💸 Contas Pessoais e Empresariais se Misturam

A famosa “confusão” entre pessoa física (PF) e pessoa jurídica (PJ) é um erro crônico que destrói a saúde financeira de qualquer empresa.

  • O Sinal: O cartão corporativo é usado para despesas pessoais, ou o dinheiro do caixa da empresa é frequentemente usado para cobrir gastos particulares sem registro adequado.

  • A Solução do BPO: Um parceiro de BPO impõe a disciplina de separação patrimonial. Ele estabelece uma rotina clara para o pró-labore e gerencia o contas a pagar e receber da PJ com rigor, garantindo que o seu Demonstrativo de Resultados (DRE) reflita a real lucratividade do negócio.

4. 📉 Os Relatórios Financeiros São Inexistentes ou Inúteis

Você recebe relatórios contábeis, mas eles parecem um amontoado de números sem sentido para a sua gestão? Ou pior: você nem sequer tem um Relatório Gerencial de Desempenho (DRE gerencial) em mãos.

  • O Sinal: Sua empresa não monitora indicadores-chave (KPIs) como Margem de Lucro, Ponto de Equilíbrio ou Custo de Aquisição de Clientes (CAC).

  • A Solução do BPO: O BPO não apenas processa os dados, mas os transforma em inteligência. Ele entrega relatórios gerenciais personalizados, claros e frequentes, permitindo que você identifique gargalos de custos e oportunidades de otimização tributária e de processos.

5. 🚨 Riscos de Erros e Multas São Constantes

A falta de padronização nas rotinas financeiras aumenta exponencialmente o risco de erros operacionais, o que pode levar a multas, juros e até problemas fiscais.

  • O Sinal: Pagamentos de fornecedores são feitos com atraso, há inconsistência entre os extratos bancários e o que foi registrado no sistema, ou a documentação financeira está desorganizada.

  • A Solução do BPO: Você passa a contar com o expertise de especialistas que trabalham com processos padronizados e tecnologia (softwares de gestão). Isso minimiza erros, garante que todas as obrigações sejam cumpridas nos prazos e oferece maior segurança e transparência na gestão.


Quer um Diagnóstico Claro? Conte com a JCK Consultoria

Se você se identificou com pelo menos dois desses sinais, é hora de considerar o BPO Financeiro como um investimento estratégico. Ele não é apenas um custo, mas um caminho para a eficiência, redução de riscos e foco no crescimento.

A JCK Consultoria está pronta para analisar a situação atual do seu financeiro e mostrar como a terceirização pode otimizar sua gestão.

 

Fale conosco e comece a transformar o financeiro da sua empresa de um desafio em uma vantagem competitiva.

Categorias
Estratégia B2B Planejamento & Gestão Financeira

O que a Reforma Tributária muda para empresas de Serviços?

O que a Reforma Tributária muda para empresas de Serviços? Entenda os Impactos e a Transição

A aprovação da Reforma Tributária sobre o consumo (PEC 45/2019) marca um dos maiores movimentos de simplificação fiscal do Brasil em décadas. Para as empresas de serviços, este é um momento de atenção e planejamento estratégico, pois as mudanças são profundas e prometem reestruturar toda a forma de tributação.

Na JCK Consultoria, entendemos que a clareza é fundamental. Por isso, detalhamos a seguir os principais pontos de atenção e as oportunidades que surgem com o novo sistema.


 

💡 A Grande Mudança: A Transição para o IVA Dual

 

O ponto central da Reforma é a substituição de cinco tributos atuais por dois novos, que juntos formarão um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual:

Tributos Atuais que Serão ExtintosNovos Tributos (IVA Dual)
PIS e COFINSCBS (Contribuição sobre Bens e Serviços – Federal)
ICMS e ISSIBS (Imposto sobre Bens e Serviços – Estadual/Municipal)
IPIExtinto (Imposto Seletivo sobre bens e serviços específicos)

 

1. Fim da Cumulatividade e o Princípio do “Destino”

 

  • Não Cumulatividade Plena: A principal vantagem é a adoção do princípio da não cumulatividade plena. Isso significa que, teoricamente, todos os impostos pagos nas aquisições de bens e serviços (insumos) geram crédito para a empresa, que abate o valor na próxima etapa.

    • O Desafio para Serviços: Ao contrário da indústria, muitas empresas de serviços têm a folha de pagamento como principal custo, que não gera crédito. A alíquota unificada de IBS/CBS tende a ser mais alta (estima-se um padrão em torno de 25% a 27%), o que pode elevar a carga tributária para serviços intensivos em mão de obra, especialmente aqueles hoje enquadrados no Lucro Presumido ou Simples Nacional.

  • Tributação na Origem x Destino: A cobrança dos novos tributos passa a ser no destino, ou seja, onde o serviço é consumido, e não mais onde é produzido. Isso simplifica a guerra fiscal entre municípios e estados, mas exige que as empresas de serviços revisem seus sistemas de emissão e cadastro de clientes.

 

2. Alíquotas Diferenciadas e Regimes Específicos

 

Para mitigar o impacto no setor de serviços, a Reforma previu alíquotas reduzidas (correspondentes a 60% ou 30% da alíquota padrão) para atividades específicas. Alguns exemplos incluem:

  • Saúde e Educação: Alíquota reduzida em 60%.

  • Profissões Regulamentadas (como advocacia, contabilidade, engenharia): Poderão ter uma redução de até 30% na alíquota.

  • Regimes Específicos: O setor financeiro, imobiliário e de transporte, entre outros, terão regras específicas de tributação.

 

3. O Futuro do Simples Nacional

 

O Simples Nacional será mantido, mas as empresas terão uma opção importante a partir de 2027:

  1. Permanecer integralmente no Simples: Mantendo o regime unificado atual.

  2. Opção Híbrida: Recolher o IBS e a CBS fora do sistema unificado. Esta alternativa visa permitir que as empresas do Simples aproveitem os créditos tributários de forma mais ampla, mantendo a simplicidade nos demais tributos. A decisão dependerá de uma análise detalhada da cadeia de valor de cada negócio.


 

🗓️ Fique Atento ao Cronograma de Transição

 

O novo sistema não será implementado de forma imediata. O período de transição é longo e crucial para a adaptação:

PeríodoO que Acontece
2026Início da fase de teste e implementação da CBS e IBS com alíquotas simbólicas.
2027Extinção de PIS/COFINS e substituição completa pela CBS.
2029 – 2032Transição gradual, com redução de alíquotas de ISS/ICMS e aumento de IBS.
2033Consolidação total do novo sistema, com a extinção completa de ISS, ICMS e IPI.

Durante este período, o sistema antigo e o novo coexistirão, exigindo o dobro de atenção das equipes fiscais.

 

🎯 Como sua empresa deve se preparar AGORA

 

A Reforma Tributária não é apenas uma mudança no cálculo de impostos; é uma reestruturação de processos e sistemas. Para a JCK Consultoria, a proatividade e a transparência são chaves:

  1. Revisão da Precificação: Avalie o impacto da nova alíquota e do crédito presumido (se aplicável) na formação de preço dos seus serviços.

  2. Atualização de Cadastros: Garanta que os dados de clientes (endereço e município de destino) e fornecedores estejam corretos, pois serão cruciais para a apropriação de créditos.

  3. Tecnologia e Treinamento: Prepare seus sistemas fiscais para a nova realidade (emissão de notas, apuração) e treine suas equipes.

  4. Análise Estratégica: Realize um estudo de cenários para definir o melhor regime tributário a partir de 2027 – Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

Transparência JCK: A Reforma busca simplificar o sistema, mas a complexidade da transição é alta, especialmente para o setor de serviços. Estar à frente do planejamento é o que diferenciará as empresas que transformarão este desafio em vantagem competitiva.


Você está pronto para navegar nesta nova era fiscal?

A JCK Consultoria possui a expertise e as ferramentas necessárias para realizar a Análise de Impacto e o Planejamento da Transição para o seu negócio de serviços.

Fale conosco e garanta que sua empresa não apenas cumpra as novas regras, mas otimize sua carga tributária na vigência da Reforma.