Reforma Tributária no Setor de TI : O Fim da Insegurança Jurídica ou o Início de um Novo Pesadelo de Custos?

Olá, parceiros e empreendedores.

Como CEO da JCK Consultoria, tenho acompanhado de perto as movimentações de Brasília. Certamente, a Reforma Tributária é o tema que mais tem tirado o sono dos gestores do setor de tecnologia.

Fala-se muito em simplificação. No entanto, quando colocamos a lupa sobre o impacto real para softwares, SaaS e provedores de internet, o cenário exige cautela extrema.

A transição do antigo sistema para o novo modelo de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) vai mudar tudo. De fato, ela alterará radicalmente a forma como precificamos e vendemos tecnologia no Brasil.

Hoje, quero traduzir o “juridiquês” para a nossa língua: a dos negócios. O que realmente vai acontecer com o seu caixa?

1. O Fim da “Guerra” entre Software de Prateleira e Encomenda

Primeiramente, vamos começar pela boa notícia. Uma das maiores dores de cabeça do nosso setor sempre foi a insegurança jurídica: “Meu software paga ISS ou ICMS?”. Nós já discutimos essa complexidade em outros artigos do nosso blog.

A Reforma promete acabar com essa distinção. A padronização da tributação sobre softwares e serviços digitais trará uma previsibilidade muito desejada.

Contudo, essa clareza tem um preço. E ele pode ser alto para muitas empresas.

2. O Aumento da Carga Tributária é Real

Além disso, não podemos ignorar a matemática. Atualmente, muitas empresas de tecnologia operam com alíquotas de ISS baixas, entre 2% e 5%.

Com a implementação do IBS e da CBS, o cenário muda. A alíquota média projetada gira em torno de 25% a 28%, conforme apontam diversas análises de veículos econômicos renomados (com especulações de até 31,5%).

Para empresas no Lucro Presumido, por exemplo, o salto na carga tributária pode ser brutal. Se antes falávamos em uma carga total gerenciável, agora podemos ver um aumento de 10% a 15% nos custos fiscais diretos.

Consequentemente, isso impacta diretamente a margem de lucro, os dividendos e a capacidade de reinvestimento do negócio.

3. O “Calcanhar de Aquiles”: Créditos e Mão de Obra

Por outro lado, aqui reside o ponto mais crítico. O novo sistema é “não cumulativo”. Ou seja, você paga imposto sobre o valor agregado e desconta o que pagou nos insumos.

Onde está o problema? O principal “insumo” de TI é gente: desenvolvedores, analistas, engenheiros. E, infelizmente, a folha de pagamento não gera crédito tributário no novo modelo.

Indústrias que compram matéria-prima terão muitos créditos. Nós, que dependemos de mão de obra, teremos uma capacidade de abatimento limitada. Portanto, isso resultará em uma tributação efetiva muito maior.

4. O Desafio para o B2B e o Simples Nacional

Nesse sentido, atenção redobrada se sua empresa de TI atende outras empresas (B2B) e está no Simples Nacional.

Seus clientes maiores estarão no regime normal. Logo, eles vão querer créditos tributários cheios. Se o Simples não gerar esse crédito para eles, você perde competitividade.

Muitos negócios terão que decidir. Vale a pena continuar no Simples e perder atratividade? Ou migrar de regime com um bom planejamento tributário para manter contratos?

5. O Que a JCK Consultoria Recomenda?

Então, não é hora de pânico, é hora de estratégia. Esperar a lei entrar em vigor é a receita para o prejuízo. Por isso, baseados em nossa experiência, elencamos quatro pilares de ação imediata:

  1. Revisão Contratual Urgente: O fato gerador do imposto mudou. Assim sendo, contratos de licenciamento e SaaS precisam ser reescritos para evitar bitributação.

  2. Cuidado com o “Rateio”: Compartilha despesas entre empresas do grupo? Cuidado. A reforma pode tributar esses repasses se não estiverem bem estruturados.

  3. Reprecificação Inteligente: O custo vai subir. Dessa forma, é preciso modelagem financeira para achar o ponto de equilíbrio.

  4. Recuperação de Créditos Agora: Antes que o sistema mude, faça uma varredura no passado. Nossa equipe de Recuperação de Créditos pode levantar valores pagos a maior para gerar caixa na transição.

Conclusão

Em suma, a Reforma Tributária vai separar o mercado de tecnologia em dois grupos: os que reclamam e os que se reorganizam para lucrar.

Aqui na JCK Consultoria, não olhamos apenas para a guia de imposto. Nós olhamos para o seu negócio como um todo. Finalmente, estamos prontos para ajudar sua empresa a navegar por essa tempestade.

Sua empresa está preparada para o novo cenário fiscal? Agende uma conversa com nosso time. Vamos blindar sua operação e garantir competitividade.

Um abraço,

José Caetano CEO | JCK Consultoria